As novas tendências de consumo têm obrigado a Venda Direta a se modernizar para atender um consumidor cada vez mais atento, exigente e digital.

Essa adaptação passa não apenas pelo investimento em novas tecnologias para fomentar a venda social (termo utilizado para a venda pelas redes sociais).

É preciso, urgentemente, buscar um novo posicionamento, se não quiser perder espaço para outros canais como marketplaces, e-commerces e os próprios influenciadores digitais.

A avaliação é da presidente da ABEVD (Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas), Adriana Colloca, que falou em primeira mão ao upline.news sobre o estudo que está sendo realizado visando preparar a Venda Direta para o futuro.

“Estamos fazendo um grande estudo de reposicionamento da Venda Direta. O objetivo é dar uma nova narrativa ao nosso mercado e criar esse orgulho de pertencer ao setor”, afirma Adriana.

“Vamos mostrar também, para quem está fora, que não existe mercado mais forte e democrático que o nosso quando o assunto é oferecer uma oportunidade real de mudança de vida.”

DIVULGAÇÃO SERÁ NO CONGRESSO DA ABEVD

Para a realização desse estudo, segundo Adriana, estão sendo ouvidos executivos, empreendedores independentes, fornecedores e até mesmo representantes de outros setores.

Neste primeiro momento, será apresentado o diagnóstico inicial do mercado atual, bem como os caminhos para a construção desse reposicionamento.

Este promete ser um dos destaques do 3º Congresso da ABEVD, que será realizado nos dias 19 e 20 de outubro na capital paulista.

“Já numa segunda etapa vamos avançar mais sobre a forma de como divulgar esses argumentos e colocar em prática essa nova narrativa”, explica Adriana.

UM NOVO OLHAR PARA OS JOVENS

A presidente da ABEVD comemorou também o fato de a Venda Direta estar atraindo cada vez mais jovens, conforme pesquisa realizada pela própria Associação no início de 2020.

“Esse é um indício de que o mercado está pronto para essa renovação, e parte desse reposicionamento terá como objetivo se comunicar melhor com esses jovens.”

MUDANÇA NO PERFIL DAS EMPRESAS

Como parte desse desafio de preparar a Venda Direta para o futuro, segundo Adriana, a ABEVD também tem observado de perto as principais tendências do mercado global.

Além da digitalização, o que mais tem chamado a atenção é uma mudança no perfil dos produtos e das empresas que estão aderindo ao nosso setor.

“Empresas que eram tradicionalmente do Varejo estão recorrendo à Venda Direta, e você começa ter uma variedade de produtos ainda maior, como suplementos, equipamentos domésticos, artigos para casa e várias outras categorias. E isso vai se refletir no Brasil.”

PAPEL DA ABEVD NO FUTURO DO MERCADO

Segundo Adriana, este estudo deve ser um divisor de águas para o posicionamento da Venda Direta e faz parte do papel da ABEVD em contribuir com a evolução do mercado.

“Nós temos três pilares, que são a defesa do setor, a parte ética das empresas e a capacitação. Temos atuado com bastante força nessas áreas, sempre com o objetivo de criar um ambiente produtivo para que nosso mercado siga cumprindo seu papel de levar oportunidade de mudança de vida para as pessoas”, conclui Adriana Colloca.

Fábio Guedes é jornalista e atua desde 2017 na Venda Direta e Marketing Multinível, construindo estratégias de conteúdo e comunicação institucional para grandes empresas e lideranças do mercado. Atualmente, presta consultoria de Comunicação e Marketing para empresas de Venda Direta, MMN e Franchising e é editor-chefe do portal upline.news

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