Das divulgações em lambe-lambes até o surgimento do marketing digital, Claudio Campos viveu de perto a evolução do Marketing Multinível nos últimos 16 anos.

Com seu espírito empreendedor e uma habilidade única de lidar com as pessoas, ocupou com sucesso praticamente todas as posições possíveis na nossa indústria de distribuidor a executivo e consultor empresarial.

Nessa entrevista ao upline.news, ele compartilha sua visão deste momento do mercado, os desafios de gestão das empresas e como construir uma trajetória de sucesso no Multinível.

“Em muitas empresas e regiões, as estratégias de atração do passado continuam valendo. Mas elas precisam coexistir com todos os recursos oferecidos pelo digital. Do contrário, vão ficar paradas no tempo e pagar um preço alto por isso”, analisa. 

Como você conheceu o Marketing Multinível?

Eu tinha 24 anos e vinha de algumas experiências empreendendo e atuando na área comercial de algumas empresas.

Fui convidado para um daqueles encontros de negócios da antiga Omni, em 2006, e me apaixonei por toda aquela atmosfera.  Foi algo muito impactante.

O que mais te marcou naquele momento?

Lembro como se fosse hoje de três pontos que o palestrante falou que me marcaram muito.

Primeiro, ele disse que o sucesso só dependia de mim. Em seguida, mostrou que era um negócio próprio e que iria ajudar a me tornar um grande empresário. 

E pra finalizar fez uma simulação de ganhos em que era possível ganhar R$ 37.240,00 num determinado período.

Eu não entendi muito bem como aquilo seria possível, mas eu acreditava que conseguiria.

Peguei um cartão de crédito emprestado, parcelei em todas as vezes possíveis e comecei ali a minha história no Multinível.

Desde então você atuou como líder, executivo de grandes empresas, treinador e consultor empresarial. Com toda essa experiência, como você enxerga o momento atual do mercado?

Como em tudo na vida, existem seus prós e contras. Do lado negativo, temos algumas pessoas que criaram rejeição ao modelo de negócios, devido a frustrações anteriores.

Já pelo lado positivo, vejo um imenso mar de oportunidades. 

Existe uma grande janela aberta para empresas bem estruturadas, com boa gestão, bons produtos e visão clara de onde querem estar daqui a alguns anos. 

Temos também muitas pessoas que buscaram uma saída na informalidade, mas estão trabalhando como empregados de si próprios, sem evolução pessoal e financeira. 

No Multinível é diferente, pois além de ser numa grande escola de negócios, se cria uma comunidade com um senso de pertencimento impossível de se encontrar em outros modelos tradicionais. 

Quais as principais características uma empresa deve buscar para ter sucesso neste novo momento?

Penso que a principal é focar na rede. Os consultores precisam de um cuidado e atenção especiais. 

Vejo muitos empresários pecarem por focar somente no tempo de retorno de investimento, perdendo a conexão com a rede. 

Mas quando a empresa coloca o foco no consultor e busca o que é melhor pra ele, isso é duplicado e quem ganha é o consumidor. Os resultados vêm naturalmente.

E o que mudou no trabalho do líder de 15 anos atrás para o líder atual?

Antigamente tínhamos os catálogos impressos, os panfletos, o lambe- lambe, anúncios em jornais e todo esse universo difícil até de explicar pra geração mais nova. 

Em muitas empresas e regiões, todas as estratégias de atração do passado continuam valendo. 

Mas elas precisam coexistir com todos os recursos oferecidos pelo digital. Do contrário, vão ficar paradas no tempo e pagar um preço alto por isso

Quais são os maiores desafios dentro do corporativo de uma empresa de MMN?

Com certeza o maior desafio é a falta de gestão administrativa e de governança corporativa.

Boa parte dos donos das empresas no Brasil são antigos líderes de rede. Alguns, inclusive, tiveram muito sucesso no papel de líder e, por isso, acreditam que estão preparados para construir um negócio de sucesso.

Em pouquíssimos casos há algum planejamento, e mesmo quando existe, dificilmente ele é cumprido. A necessidade do crescimento rápido e alavancado fala mais alto e todo o resto é esquecido.

Como você enxerga o Multinível daqui a 10 anos?

Eu vejo um negócio maduro e reconhecido, assim como a venda direta mononível ou as franquias, que há alguns anos atrás sofriam ataques e desconfianças como o Multinível.

Que conselho você daria para uma empresa que deseja entrar no Multinível hoje?

Primeiro, faça como se faz em outros mercados. Contrate uma consultoria especializada, que irá te ajudar a definir os objetivos, metas e meios de fazer que isso aconteça da melhor forma possível.

O que mais tenho visto, porém, são empresários do tradicional que buscam o Multinível acreditando que a rede vai gerar resultados como num passe de mágica.

Ou antigos líderes que montam seu negócio acreditando que sabem como ter sucesso, mas se deparam com um desafio muito maior do que imaginavam. 

No final das contas, frustram não apenas a si próprios, mas todos os consultores e lideranças que acreditaram no projeto.

Com a quantidade de informações disponíveis e profissionais experientes no nosso mercado, não há mais motivos para iniciar um negócio com tanto despreparo.

E se você pudesse definir uma única ação que vai gerar o maior resultado para uma empresa, qual seria?

Cuidar da rede. O consultor precisa se sentir cuidado, protegido e com uma visão clara de onde a empresa quer chegar. Tudo começa por essa conexão, pois sem ela não há estratégia que pare em pé no Multinível.

Fábio Guedes é jornalista e atua desde 2017 na Venda Direta e Marketing Multinível, construindo estratégias de conteúdo e comunicação institucional para grandes empresas e lideranças do mercado. Atualmente, presta consultoria de Comunicação e Marketing para empresas de Venda Direta, MMN e Franchising e é editor-chefe do portal upline.news

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