Até 2025, o Hinode Group planeja estar em 15 países.

O responsável por estruturar as bases que vão tornar possível essa expansão é Diego Dias, um jovem de 35 anos com passagens por grandes multinacionais — e cheio de entusiasmo com o desafio de abrir fronteiras para a maior empresa brasileira do Marketing Multinível.

Nessa entrevista ao upline.news, o diretor de operações internacionais do Hinode Group comentou os desafios por trás da expansão global, os próximos passos da companhia no exterior e como é trabalhar ao lado da família Rodrigues.

Qual foi sua experiência antes de chegar ao Hinode Group?

Diego Dias, diretor de operações internacionais do Hinode Group: Sou formado em Contabilidade e Administração de Empresas, com especialização em Gestão de Projetos. Fiz também um curso de especialização no MIT (Massachusetts Institute of Technology) voltado a negócios em rede e, recentemente, fui aprovado para fazer meu MBA Executivo no IMD na Suíça.

Comecei minha carreira atuando na área fiscal e logo comecei a empreender, com minha própria consultoria.

Depois fui indicado para a Totvs, onde fiz carreira por 8,5 anos. Foi lá que conheci a Marília Rocca [CEO do Hinode Group], que me convidou no final de 2018 para assumir a expansão de novos mercados.

O que levou você a aceitar o desafio de liderar o processo de internacionalização da companhia?

O que me moveu, em primeiro lugar, foi conhecer os fundadores da empresa.

Tive a oportunidade de conversar com o Sandro Rodrigues [presidente] e conhecer o projeto e como o Grupo tem ajudado as pessoas a transformarem suas vidas. Isso me cativou. 

E, em segundo lugar, foi o desafio de começar do zero um novo projeto de expansão. Isso é muito motivante.

Em 2018 a empresa estava na Colômbia, Peru e Equador. Em seguida vieram México, Bolívia, Paraguai e Chile. 

Abrimos praticamente um país por ano, levando não apenas um negócio de consumo, mas de desenvolvimento de pessoas para esses mercados.

Quais eram os principais desafios quando você assumiu como diretor de operações internacionais?

O primeiro desafio foi entender o mercado do Marketing Multinível.

Muitas vezes no mercado executivo tradicional, você tem o foco muito mais voltado a números e resultados financeiros.

No Multinível, além desses itens, você precisa entender a relação com os líderes e uma série de detalhes que vão influenciar neste resultado. 

E quando se inaugura um novo mercado, muito se engana que basta abrir um novo escritório. 

Cada país tem hábitos de consumo, leis e impostos diferentes e é muito importante entendê-los. No México, por exemplo, incluímos no portfólio a aloe vera, que faz parte da cultura do país.

Colocar o site para rodar globalmente e fazer uma distribuição internacional não é tão complexo. 

O mais desafiador é criar uma estratégia eficaz para cada país. 

Além de tudo, tem as associações de Venda Direta locais em que precisamos nos inscrever. Todos os nossos mercados são auditados pela KPMG. Ou seja, não é simplesmente colocar as bandeirinhas no site e achar que está resolvido.

Existem quantas pessoas hoje no corporativo dedicadas direta ou indiretamente ao mercado global?

São mais de 100 pessoas envolvidas, entre marketing, comercial, logística, fiscal e outras.

Quanto o faturamento global representa hoje no total da companhia?

Hoje o mercado internacional representa por volta de 30% e 35% do faturamento total da empresa. 

Se considerar que é uma operação que começou em 2017, podemos dizer que já ganhou uma tração significativa e tende a crescer cada vez mais.

“O Hinode Group tem muita responsabilidade de não abrir mercado somente por abrir. Tem que fazer sentido. Essa é uma cobrança recorrente aqui dentro”

Diego Dias – Diretor de Operações Internacionais

Quais são os próximos passos da expansão global da empresa? 

Já temos mapeadas três ondas de expansão. 

Não podemos ainda revelar em quais países, pois é algo sigiloso na companhia. 

O que posso dizer é que a previsão é estar em 15 mercados até 2025. Nesse ano de 2022, estamos trabalhando muito focados no desenvolvimento dos mercados onde já estamos. 

Quais são os cuidados necessários para que esse processo de expansão ocorra de forma organizada e escalável?

Primeiro é estudar se aquele mercado vai ter aderência aos nossos produtos e ao nosso modelo de negócio.

Em seguida, estudamos como vai ser o meu modelo de distribuição e de comunicação com essa rede. 

Em paralelo a isso, vem toda a parte jurídica. É quase como desenhar uma empresa do zero. 

São mais de 1.000 itens no nosso checklist para garantir que conseguimos operar nesse mercado com êxito, além de olhar fatores macroeconômicos.

O Hinode Group tem muita responsabilidade de não abrir mercado somente por abrir. 

Tem que fazer sentido. É irresponsabilidade abrir outros mercados sem a rede estar preparada. Sem uma estratégia clara e eficiente.

Essa é uma cobrança recorrente do Sandro, do Francisco [Rodrigues, fundador], da Adelaide [Rodrigues, fundadora], que estão aqui o tempo todo nos questionando se dá mesmo para abrir em determinado país e como será a estratégia de abertura, pois é preciso ter muita responsabilidade com a rede.

De que forma os consultores do Brasil se beneficiam dessa expansão global?

É algo super positivo. Afinal, eles têm a possibilidade de levar todo seu conhecimento para um novo mercado inexplorado.

Como consequência da pandemia, a relação com pessoas de outros países ficou muito mais fácil pelo digital.

“A experiência de trabalhar com a família Rodrigues é difícil de explicar. É intenso, verdadeiro. Você sente que é uma missão de fato”

Diego Dias – Diretor de Operações Internacionais

Que balanço você faz da sua atuação na expansão global do Hinode Group até aqui?

O balanço é positivo. A gente conseguiu atingir e satisfazer os objetivos estratégicos da companhia. 

Nós tínhamos três mercados fora do Brasil e evoluímos para sete, sendo todos eles auditados pela KPMG. 

São todas operações saudáveis financeiramente e crescendo, mesmo durante a pandemia. 

Estamos com duas plantas de produção no México e um processo de exportação redondo.

As entregas têm acontecido praticamente no mesmo dia e começamos também a abertura dos Hinode Centers, explorando uma nova vertente que são os “maioristas”. 

São consultores que compram com desconto adicional e podem ter um ponto de venda em regiões mais difíceis para chegar. 

A gente vem revolucionando mesmo essa indústria e, como diria a Dona Adelaide, não tem nada tão bom que não possa ser melhorado. 

Aqui você não consegue ficar quentinho embaixo do cobertor, tem sempre alguém puxando pra frente. A Marília é uma ótima CEO.

E como é essa experiência de trabalhar ao lado da família Rodrigues?

É difícil de explicar. É algo incrível, intenso, especial e verdadeiro. Você sente que é de coração, genuíno, uma missão de fato. 

Não existe horário, não existe final de semana. É um xote de energia diário. 

É uma empresa solar, que vibra, que brilha, não é clichê. É verdadeiro. 

Tem seus valores muito fortes e claros. Você vê isso escancarado no rosto dos fundadores e coisa boa contagia. 

É intenso. Tem que ter bastante energia. É muito bom.

Fábio Guedes é jornalista e atua desde 2017 na Venda Direta e Marketing Multinível, construindo estratégias de conteúdo e comunicação institucional para grandes empresas e lideranças do mercado. Atualmente, presta consultoria de Comunicação e Marketing para empresas de Venda Direta, MMN e Franchising e é editor-chefe do portal upline.news

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