Em 1994, o casal Rose e Dalair Zonin dava vida à Jan Rosê, queimando o asfalto com sua Belina para entregar o óleo Rennovit aos revendedores e clientes finais pelas ruas de Curitiba (PR).

Quase 30 anos depois, o Rennovit segue como campeão de vendas, fazendo companhia agora a cerca de 200 produtos que, pouco a pouco, chegarão a mais de 30 países espalhados pela Europa, América Latina e América Central. 

“Nós sempre buscamos nos reinventar, mas sem nunca perder a essência. Por isso, quando surgiu a oportunidade de internacionalizar, decidimos aproveitar. E faremos isso do jeito certo e com os pés no chão”, destaca Thiago Zonin, um dos quatro filhos do casal e hoje CEO da companhia.

Nessa entrevista ao upline.news, Thiago detalha como será o processo de internacionalização, antecipa alguns dos próximos lançamentos e compartilha sua visão sobre o futuro do mercado.

Como começou a história da Jan Rosê?

Thiago Zonin: Desde 1981, minha mãe já tinha uma experiência com vendas de produtos e liderança de equipes. E, em 1994, ela decidiu junto ao meu pai que era o momento de ter o próprio negócio.

Eles venderam a casa e o carro, na época, e lançaram a Jan Rosê com apenas dois produtos, sendo um deles o óleo Rennovit, que até hoje é um dos mais vendidos da empresa.

Ou seja, eles entregaram tudo para a Jan Rosê e eu busco fazer o mesmo ao lado dos meus irmãos. Para nós, não existe outra possibilidade a não ser continuar o legado dos nossos pais, que até hoje são presidentes e muito atuantes no dia a dia da empresa.

Quais são os desafios de conduzir uma empresa familiar, com seus três irmãos atuando no negócio, além dos seus pais?

Uma empresa familiar tem grandes desafios, até maiores que um negócio tradicional, justamente pela liberdade que se tem um com o outro. Isso pode ser aliado ou vilão.

Felizmente, na nossa família é aliado. Temos as funções muito bem definidas e, por mais que todos tenham liberdade de opinar, a palavra final é de quem é o responsável pela sua área.

Inclusive, já estamos produzindo o filme “As 3 gerações”, pois este movimento terá continuidade com os nossos filhos, sobrinhos e netos.

O que levou a Jan Rosê a avançar da Venda Direta mononível para o Multinível, em 2017?

Na época, havia na Jan Rosê a figura dos líderes coordenadores, que tinham a responsabilidade de repassar as comissões, mas isso nem sempre acontecia da forma correta.

Percebemos, então, que o pagamento da bonificação precisava estar 100% na nossa mão.

E também tinha a vontade da própria rede de fazer parte de um negócio com crescimento ilimitado, e estávamos perdendo consultores para esse mercado do Multinível.

Foi quando comecei a estudar mais a fundo e tomamos a decisão de virar para o Multinível.

Thiago, Rose, Dalair e Dayana Zonin formam a linha de frente da diretoria da Jan Rosê

Recentemente, você anunciou o processo de internacionalização da empresa. O que os levaram a essa decisão?

Esse é um passo muito importante. Estamos muito felizes. Mexe um pouco com o mercado em si. É uma mistura de emoções. 

Estamos bem cientes da responsabilidade e queremos fazer tudo bem certinho, até porque lá fora não existe jeitinho. Tem que ser correto.  Isso já está no sangue da Jan Rosê. 

Para ser sincero, nós não estávamos indo atrás da internacionalização, mas a oportunidade apareceu e não havia motivos para negar essa possibilidade. 

Eu sempre digo que a preparação antecede o sucesso. E quando a oportunidade surgiu, nós estávamos preparados.

Quais serão os próximos passos da internacionalização?

Começamos já a alinhar com o Anderson Borges, nosso executivo internacional, um comitê com todos os setores envolvidos, para que possamos organizar os processos e fluir naturalmente.

Em seguida, faremos a abertura da empresa e os registros dos produtos em cada país. Inclusive, já temos a perspectiva de entregar até em 72 horas em toda a Europa e, dependendo de alguns países, em 24 horas e 48 horas. 

Somente depois de tudo estruturado, o produto vai para o país e, então, começa a abrir cadastro. Não vamos abrir pré-cadastro, mas apenas pré-marketing boca-a-boca.

A cada passo vamos evoluindo e comunicando ao mercado, sem fazer loucuras. Tudo deve estar pronto antes do final do ano.

Quais são os carros-chefe da empresa hoje em termos de produtos? E quais linhas devem ser internacionalizadas?

Além do próprio óleo Rennovit, hoje o carro chefe é o Black Action, o clareador dental com carvão ativado. Fomos a primeira do nosso mercado a lançar esse tipo de produto e a única com teste odontológico de eficácia.

E temos mais de 20 produtos campeões de vendas na linha de suplementação, como o colágeno tipo II com formulação exclusiva com cúrcuma e outros. 

Minha irmã (Dayana Zonin, diretora de Inovação) é expert nisso. Não lança nada que a filha dela não possa usar em casa. 

E tem ainda a linha de saúde com o Desafio Rennovit e a Detox Week, um programa incrível de emagrecimento saudável. É com toda essa linha de saúde que vamos para fora do país, nos posicionando como uma empresa global de saúde e bem-estar.

Você já pode antecipar o que a Jan Rosê está preparando de lançamento para a Convenção agora no final de agosto?

Teremos lançamentos que vão marcar este novo momento da Jan Rosê no mercado, entregando muita tecnologia e ativos exclusivos, desenvolvidos pelo nosso corpo  técnico-científico.

Um deles é o depilador sem dor, numa formulação única que permitirá uma depilação sem esforço e sem aquele cheiro forte.

Teremos novidades também em relação a produtos ozonizados, trazendo uma novidade não explorada no mercado.

E ainda novas linhas de perfumes e outras novidades que só quem estiver lá no Costão do Santinho (SC) vai saber.

Que aspectos têm norteado esse crescimento da Jan Rosê nos últimos anos?

Eu praticamente nasci dentro da Jan Rosê e sempre ouvi do meu pai frases como “faz o certo que dá certo”, “nada resiste a um trabalho bem feito” e essa seriedade e essa consistência têm sido nossos diferenciais.

Nestes 28 anos, nunca atrasamos um bônus ou deixamos de cumprir algo que foi estipulado. Isso é o básico, mas dentro do nosso mercado, muitas vezes, não acontece. As pessoas não têm essa segurança.

Nós poderíamos estar muito maiores hoje, se tivéssemos escolhido o caminho mais fácil diversas vezes. Mas isso custaria nossa credibilidade, e não há preço que pague isso.

São três pilares que norteiam nosso posicionamento de marca: ser a número 1 em oportunidade de crescimento, rentabilidade e credibilidade. E sempre que tomamos qualquer decisão, temos que passar pelo crivo desses três pilares.

Como você enxerga o momento atual do mercado e como a Jan Rosê tem agido para se adaptar a tantas mudanças no comportamento do consumidor?

Vai acontecer aquele funil, no sentido de ficar apenas as empresas corretas, que fazem e entregam o certo e cumprem o que promete. 

As pessoas estão muito mais criteriosas e enxergam coisas que antes não enxergavam. Vão sobrar poucas empresas, outras vão nascer e espero que já dentro dessa filosofia. 

Acredito que em 2023 vai acontecer um crescimento muito grande no Multinível no Brasil e no mundo.

Fábio Guedes é jornalista e atua desde 2017 na Venda Direta e Marketing Multinível, construindo estratégias de conteúdo e comunicação institucional para grandes empresas e lideranças do mercado. Atualmente, presta consultoria de Comunicação e Marketing para empresas de Venda Direta, MMN e Franchising e é editor-chefe do portal upline.news

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